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Aldrich visceral

Luiz Carlos Merten

03 de fevereiro de 2013 | 11h09

PARIS – Assisti ontem aa tarde Band of Angels, Meu Pecado Foi Nascer, de Raoul Walsh, e foi uma viagem gloriosa ao imaginario de um dos grandes pioneiros de Hollywood. Walsh e suas mulheres, aqui Yvonne De Carlo. A beldade sulista que descobre que tem sangue negro. De branca, vira negra, de mulher livre, escrava e, como propriedade masculina, ela eh considerada objeto sexual. Todos os homens a desejam, o erotismo eh o motor do relato. Maravilha. Pena que n’ao tenha mwe lembrasdo do filme quando entrevistei Quentinm Tarantino. Ele com certeza conhece e viu A Escrava Livre – titulo frances – antes de fazer Django Livre. Na sequencia, assisti a El Estudiante, de Santiago Mitre, e o filme argentino, alem de me lembrar os filmes de jovens de Marco Bellocchio e Bernardo Bertoluccio nos anos 1960, me fascinou como analise da militancia politica, do que separa a inacao do gesto. Para fechar minha noite, revi um Robert Aldrich que me perseguia – The Grissom Gang, O Resgate de Uma Vida. Aqui, o titulo eh o mesmo do livro de James Hadley Chase, Pas d`Orchidee pour Miss Blandish. Filme mais louco, visceral, radical. E nem estou falando da exposicao de Edward Hopper, com que comecei minha manah. Vou ter de detalhar tudo isso, mas foi um sabado bom demais aqui na Franca.

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