As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Semana intensa

Luiz Carlos Merten

16 de dezembro de 2012 | 09h40

São Paulo/Porto Alegre/Nova York/São Paulo. Minha semana não poderia ter sido mais intensa, e por isso estou há  tanto tempo sem dar notícias. Nem compartilhei com vocês a emoção que foi receber o prêmio Joaquim Felizardo, que leva o nome de um intelectual importante do Rio Grande. Mas vamos por partes..Na segunda, houve a junket de ‘De Pernas pro Ar 2’, e eu confesso que me diverti bastante com a nova comédia de Roberto Santucci com Ingrid Guimarães. O filme estreia em 28 de dezembro e, mesmo que estoure no primeiro final de semana, a avaliação de seus números ficará para 2013. Na terça, vi ‘O Hobbit’, do qual gostei bastante, mas isso vocês já sabiam, porque Luiz Zanin Oricchio e eu emplacamos um Gostei/Não gostei no ‘Caderno 2’. À tarde, viajei para Porto, onde houve a premiação, na quarta-feira à noite. Reencontrei amigos que compartilhavam o prêmio, e mais muitas gente que foi ao Teatro Renascença para prestigiar a cerimônia. Estavam a Dóris, minha ex,. o Érico, ex da Lúcia, minha irmã Marli e o marido dela, o João. A Dóris gravou ou fotografou no celular, meu amigo Dib Carneiro colocou no Facebook e assim muita gente já me viu, não sei se ouviu. Na hora, tive a inspiração – havia perguntado à Dóris (‘Que dia é hoje?, para ter certeza). 12 de dezembro. Em outro 12 de dezembro, há 24 anos, saí de Porto Açlegre para iniciar nova fase da minha vida em São Paulo. Houve perdas e ganhos, muitos ganhos, principalmente profissionais e eu não sei se estou sendo absolutamente sincero ao destacar somente esses. Com mais de 40 anos, era um risco, que enfrentei e não0 creio que tenha me saído malo, pelo contrário. Mas foi emocionante voltar a Porto, à minha cidade, para receber o prêmio – life achievement – que não esperava. Lembrei-me de Sally Field, ao receber o primeiro Oscar, por ‘Norma Rae’, ou terá sido pelo segundo,  ‘Um Lugar no Coração’? Ela fez aquele discurso de agradecimento, dizendo que o prêmio, dado pelos colegas atores, era a prova de que era amada. Não fui tão explícito, mas o tom era o mesmo. Que alegria voltar para casa por ser lembrado,. para ser homenageado. Gostaria de ter acrescentado, mas não o fiz,  com medo de fiocar piegas e chorar – a gente só se arrepende do que não faz -, quie no coração esrtava compartilhando o ‘felizardo’ com Tuio Becker, Jefferson Barros, José Onofre, amigos que se foram e com os quais – às vezes conversando, outras polewmizando e até brigando – formatei minha visão de mundo e de cinema. Eles foram tão importantes. Tão relevantes para a cultura gaúcha. Divido com eles o meu ‘felizardo’. Fomos jantar, Dória, Érico e eu, no Copacabana, ao qual não0 ia há anos. Foi uma das noites mais agradáveis de que tenho lembrança, em petit comitê, ao contrário da exlplosão da minha feasta de aniversáriuo no Bra.do, tão cheia de gente. Mal dormi, uma hopra e pouco, e corri para o aeroporto, de onde saí às 6, num voo da TAM, para fazer conexão em São Paulo, rumo a Nova York.; Fiquei mais de uma hora na Imigração, peguei um trânsito do cão. Cheguei no hotel e a van já estava de saída para a projeção de ‘Django Unchained’. E eu ainda emendei o novo Quentin Tarantino com ‘Hitchcock’, sobre a realização de ‘Psicose’, para uma matéria do ‘Caderno 2’ que, afinal, ficou transferida. Na sexta, fiz as entrevcistas com Tarantino, Jamie Foxx, Christoph Waltz, Samuel L. Jackson e Kerri Washington. ‘Django’ vai para o Oscar, com certeza. Tarantino’s wild, wild western, como cravou na capa ‘Entetainment Weekly’, tem vingança, fantasia, é um drama da escravidão e um thriller sangrento – o filme mais chocante do ano. Infelizmente, não pude ver ‘Zero Daerk Thirty’ porque o filme de Kathryn Bigelow estreia sdó dia 19 e não está tendo sessões de pré-estreia. ‘Django’ pode ser o filme mais chocante do ano para os noprteamericanos, mas não o mais controverso. O po0stro pertence a Kathryn, mais macha – sem perder a feminilidade – do que o mais duro dos diretores de Hollywood. Ela abre seu filme com uma cena de toretura com água, fuindamental para quie a CIA consiga a pista que levará a Osama Bin Laden.Mesmo os críticos que colocam o filme nas nuvens – o melhor do ano? – achjam quie a liberdade ficcional poderia ter levado a diretora a poupsar seu público das imagens que atentam contra os mais elementares direitos humanos. Vou ter muito assunto com vocês nos próximos dias (e horas).  Vi teatro, mais cinema, incluindo a versão Imax,3-D e 48 quadros do ‘Hobbit’, e conferi a interpretação de John Hawkes que todo mundo espera que lhe valha uma indicação para o Oscar, em ‘The Sessions’, embora o prêmio, antecipadamente, já sejas de Daniel Day-Lewis, o Lincoln de Steven Spielberg. No momento em que termino o post, a cidade está estourando em foguetório com a vitória do Corinthians em Tóquio. Deus, rezam os cortintianos, é Fiel – e muito, para ter tirado aquele goleiro do lugar dele, deixando Guerreiro sozinho diante do gol, numa falha clamorosa do Chelsea. O importante é a comemoração. O importante, para mim, é que voltei.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.