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73!

Luiz Carlos Merten

11 Setembro 2018 | 23h59

Daqui a pouco será meia-noite. Quarta-feira, 12 de setembro, e estarei comnpletando 73 anos. Vai ter festa, como todo ano, mas eu estou me sentindo como Dom Segundo Sombra, o personagem mítico de Ricardo Guiraldes. Me voy como quien se desangra. Sigo em frente com o coração ensanguentado. Foi, está sendo, um ano duro, dfícil. Separações, traições, abandono. Perdas irreparáveis – estou falando de morte (da minha irmã). E a cirurgia do joelho, que agora complicou. Voltei ao Dr. Marcos (Cardoso). Abandonei de vez o cirurgião que me operou, meio parecido com o Dr. Pinotti de Paulo Betti em O Paciente, de Sérgio Rezende, que estreia na quinta. Pinotti é um pavão, em nenhum momento não consegue acreditar que não seja o melhor e está fazendo a coisa certa. O cara que me operou foi a mesma coisa. Como diz o Carlos, meu fisioterapeuta, ele faz 60 cirurgias por mês, é o bambambã da área e nem lhe passa pela cabeça que possa ter havido problema em uma e que não é o paciente que é um chato. Assisti hoje pela manhã a Dez Segundos para Vencer. Já disse, e repito, que o cinema brasileiro aprendeu a fazer biografias. Algumas não resistem à revisão – João, o Maestro, de Mauro Lima, apesar da forma como ele filma sua mulher, Alinne Moraes. Gostei da forma como Dez Segundos se estrutura na relação, e no conflito, entre pai e filho. Éder e Kid Jofre. Daniel de Oliveira e Osmar Prado. Durante os créditos, encontrei os nomes de Patricia Andrade (roteirista) e Breno Silveira (produtor associado). O filme é O Filho de Kid, por associação a 2 Filhos de Francisco. E eu amei a atriz que faz a mulher de Éder, Keli Freitas. Maravilhosa. No fim da tarde conversei, pelo telefone, com o diretor José Alvarenga Jr., que em novembro lança outro filme, Intimidade… ? Alvarenga ama O Verão de 42/Houve Uma vez Um Verão, de Robert Mulligan. O adolescente que tem um caso com uma mulher casada, cujo marido morreu na guerra. O filme dele é sobre o triângulo formado por casal mais velho e um garoto. Já pressinto a tempestade. Asia Argento pagou uma grana para o carinha de 17 anos de quem ela teria abusado. Ele embolsou, e denunciou. Sou de uma geração que, aos 17, disputava para ver, quem de nós, comeria primeiro uma mulher casada. Podia ser cafajestada, reconheço, mas era currículo, e todo mundo se divertia. O mundo ficou correto, e não necessariamente melhor. Tirando branquelos de classe média, ninguém se importa com o que ocorre com jovens negros, se estão sendo abusados, ou moprtos. Mataram Marielle Franco e o crime continua impune. Esclarecer para quê? Faltam 15 para a meia-noite. 73 anos! Que venham 74, 75… Só espero continuar tendo amigos com quem comemorar.