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Cinco!

Luiz Carlos Merten

03 de março de 2014 | 00h43

No momento atual, aproveito uma brecha no material do Caderno 2 para postar. Alfonso Cuarón disparou no Oscar com cinco prêmios, a maioria técnicos, para Gravidade. A Grande Beleza, de Paolo Sorrentino, ganhou o prêmio de filme estrangeiro, mas esta era uma das barbadas da noite. Não gosto do filme de Sorrentino, por mais belas que sejam muitas de suas cenas. Estética de segunda mão, decadentismo de fachada. Me surpreendo como as pessoas se deixam levar pelo brilho fácil. É como os Coen, Inside Llewyn Davis. Fake fake fake. A Academia bem poderia ter premiado o Ritthy Pahn, A Imagem Que Falta. Ou o palestino Hany Abu Assad, de Omar. Claro que seria demais. Sorrentino é mais ‘palatável’. De volta ao título, Cuarón, cinco; Clube de Compras Dallas, 2; 12 Anos de Escravidão, 1 (o de melhor coadjuvante para Lupita Nyongo). Até onde Gravidade irá? Espero que mais longe… De qualquer maneira, só para provocar. Cuarón já bateu fácil Stanley Kubrick. 2001 só ganhou um Oscar, o de efeitos. Não estou dizendo que é melhor, mas que se trata de um marco, outro marco, da ficção científica.

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