Vivica Genaux

Vivica Genaux

João Luiz Sampaio

26 de maio de 2009 | 11h41

Ela nasceu em Fairbanks, a principal cidade do interior do Alasca; estreou como cantora na adolescência, após insistir com suas professoras que deveria cantar o papel principal de My Fair Lady numa produção da escola; e virou cantora de ópera depois de ler a biografia do barítono italiano Tito Gobbi, grande companheiro de palco de Maria Callas. Seu repertório, no entanto, nada tem a ver com o da grande diva. Figura em ascensão no cenário internacional, a soprano Vivica Genaux trocou desde cedo as grandes heroínas da ópera romântica pelos personagens do período barroco, destaque das duas apresentações que ela faz em São Paulo, hoje e amanhã, ao lado do Concerto Köln, um dos mais importantes conjuntos dedicados a este repertório. O programa é o mesmo nos dois dias. Árias de Alcina, Ariodante e Giulio Cesare, de Haendel, e da ópera Solimano, de Johann Adolf Hasse. “Os produtores me pediram que cantasse bastante Haendel, mas quis incluir Hasse, autor muito importante que, no entanto, ainda não conquistou completamente o gosto do público”, diz ela ao Estado durante entrevista em que relembrou os primeiros contatos com o canto e fala dos desafios enfrentados pelos cantores. Continua aqui.

Caderno 2 – 26/5/9

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