Villa pela metade

João Luiz Sampaio

13 de agosto de 2009 | 13h05

É um paradoxo. Cinquenta anos depois de sua morte, o carioca Heitor Villa-Lobos é considerado o maior compositor brasileiro da história. Ao mesmo tempo, porém, nosso conhecimento de sua obra é, no melhor dos casos, entrecortado. Não se trata apenas do pouco espaço reservado a ela nas salas de concertos: sua produção orquestral, incluindo sinfonias, concertos e óperas, continua em manuscritos, sem edições revisadas ou definitivas, dificultando sua execução. Só isso já seria suficiente para esvaziar as homenagens pelos 50 anos de sua morte, em novembro. Mas o quadro é ainda mais dissonante: sem apoio, o projeto da Academia Brasileira de Música de edição da obra do compositor está sem dinheiro. E pode acabar morrendo na praia. Continua aqui.

(Cultura, 9 de agosto)

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