Uma aula com Teresa Berganza

Uma aula com Teresa Berganza

João Luiz Sampaio

30 de novembro de 2009 | 12h07

Evelson de Freitas/AE

“Ela já chegou?” Na tarde de sexta, a jovem soprano de 20 anos não esconde a ansiedade. “Você vai cantar para ela?”, pergunta uma colega. “Não, mas, meu, é a Teresa Berganza, vim pelo menos para assistir…” Uma pausa e as mãos vão de encontro à cabeça. “Ai, esqueci a câmera, você trouxe? Tira uma foto minha com ela?” Alguém desce correndo a escadaria do teatro. “A Berganza chegou.” Os olhares se voltam para a porta por um instante, ou uma eternidade, antes que surja a imagem daquela senhora diminuta. Brinca com um bebê que acompanha a mãe na plateia, olha em volta. “Boa tarde, boa tarde”, diz, em um português bem ensaiado. Os alunos se aprumam nas cadeiras, ela sobe ao palco. Senta-se ao lado do piano, sacode os braços, arruma o cabelo. “Podemos começar?”

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