Osesp, a nova temporada

João Luiz Sampaio

15 de fevereiro de 2009 | 21h47

O portal VivaMúsica! fez um interessante levantamento das mudanças na temporada da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo depois da demissão do maestro John Neschling. Além da presença de oito regentes convidados, que assumem os concertos que seriam comandados por Neschling, houve algumas trocas de repertório, com peças caindo e outras sendo programadas. No portal, você lê programa a programa as mudanças que, na conta feita por eles, foram de quase 60% – 12 ficaram como estavam e 15 sofreram alguma allteração, seja de repertório, seja de regente. Qual o balanço? Ainda é cedo para dizer o que vai acontecer com a Osesp ao longo deste ano decisivo em sua história. Mas as mudanças na temporada, em geral, não significaram queda na qualidade do repertório, que foi uma das marcas da gestão do maestro Neschling. Algumas coisas me incomodam sim: por que trocar o “Paulus”, de Mendelssohn, pelas “Variações Enigma”, de Elgar? Nada contra as “Bachianas nº 7”, mas também teria sido bom poder ouvir os “Choros nº 9” de Villa-Lobos. Enfim, quando chegar por aqui, vai ser função do Tortelier explicar essas mudanças. No mais, quanto aos regentes convidados: Richard Armstrong regendo “O Cavaleiro da Rosa” tem tudo para ser um grande espetáculo; Karabtchevsky e Mechetti, longe de São Paulo há um tempo, serão retornos interessantes; os demais nomes, gente nova, que vem bem recomendada mas que precisará provar, aqui, seu valor real – afinal, não podemos esquecer que, em momento de busca por novo maestro, precisamos ficar de olho em todos os convidados que passarem por aqui.

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