Theatro São Pedro anuncia temporada completa para 2019

João Luiz Sampaio

29 de abril de 2019 | 17h33

A temporada de óperas do Theatro São Pedro terá mais três produções, além dos dois títulos produzidos pela Academia de Ópera. Entre eles, estão a continuação do ciclo dedicado ao compositor Leos Janácek, com O Caso Makropulos, e duas encomendas de obras, Ritos de Perpassagem, com texto e música de Flo Menezes, e O Peru de Natal, do compositor Leonardo Martinelli, a partir de texto de Jorge Coli.

O São Pedro apresenta atualmente uma montagem de La clemenza di Tito, de Mozart. O resto da temporada, no entanto, estava à espera da solução para questões orçamentárias: mesmo com a retirada do contingenciamento de verbas da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do governo do Estado, havia ainda um déficit de cerca de R$ 2 milhões no repasse do governo para a  Santa Marcelina Cultura, organização social responsável pela gestão do teatro.

Por conta disso, eram estudadas alternativas, como a realização da temporada até o meio do ano apenas ou mesmo o cancelamento das atividades previstas para 2019. “Na última sexta-feira, porém, recebemos do secretário Sergio Sá Leitão uma sinalização de que o governo vai trabalhar no sentido de encontrar uma solução, acreditando que a programação deve ser mantida”, explica Paulo Zuben, diretor artístico-pedagógico da Santa Marcelina.

O Caso Makropulos, de Janácek, estreia em junho, com direção de André Heller-Lopes e do maestro Ira Levin. Em agosto, sobe ao palco L’Italiana in Algeri, de Rossini, com a maestrina Valetina Pellegi e a diretora Lívia Sabag. E, em setembro, Ritos de perpassagem, de Flo Menezes, com Eduardo Leandro e Marcelo Gama.

A Academia de Ópera, por sua vez, apresenta em outubro A estrela, de Emmanuel Chabrier (dirigida por Walter Neiva e André dos Santos) e, em dezembro, O Peru de Natal, de Leonardo Martinelli, em parceria com a Dinâmica Produções e a Cia. Ópera São Paulo (direção de Mauro Wrona e Miguel Campos Neto).

A série de concertos sinfônicos vai contar com artistas como os maestros Stefan Geiger, Tobias Volkmann e John Boudler, a maestrina Simone Menezes e solistas como as sopranos Lina Mendes e Carla Cottini, o tenor Giovanni Tristacci, a mezzo soprano Denise de Freitas e o barítono Vinicius Atique.

Orçamento

O contrato de gestão da Santa Marcelina Cultura, responsável pelo Projeto Guri da capital, pela Escola de Música do Estado de São Paulo e pelo Theatro São Pedro, prevê até 2022 repasses do governo do Estado de cerca de R$ 32 milhões anuais. A cada ano, no entanto, o custo relativo ao dissídio, à manutenção de espaços ou mesmo a alugueis, aumenta. “A sinalização do secretário resolve o problema de 2019. Mas nos próximos anos teremos que enfrentá-lo novamente. Nossa busca é por uma forma de resolver a questão no médio e no longo prazo, o que nos permitiria de fato planejar com antecedência as temporadas, o que hoje é inviável”, explica Paulo Zuben.

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