Teatro Municipal de São Paulo cancela toda programação até o fim de 2020

Segundo Instituto Odeon, "os protocolos de segurança sanitária atuais apontam para a inviabilidade de apresentações presenciais a curto e médio prazo”

João Luiz Sampaio

15 de setembro de 2020 | 18h21

O Theatro Municipal de São Paulo decidiu cancelar toda a sua programação até o final do ano. Não serão realizadas montagens de óperas, a temporada de concertos e de espetáculos do Balé da Cidade e da série Novos Modernistas.

Em nota, o Instituto Odeon, entidade responsável pela gestão do teatro, afirma que “os protocolos de segurança sanitária atuais apontam para a inviabilidade de apresentações presenciais a curto e médio prazo”. O texto diz ainda que o objetivo do cancelamento é “proteger os colaboradores e artistas da casa e evitar o contágio pelo coronavírus”.

Com a decisão, não serão produzidas as óperas Aida, Navalha na Carne, Homens de Papel, Don Giovanni e Benjamin. A Orquestra Sinfônica Municipal, a Orquestra Experimental de Repertório e o Quarteto de Cordas da Cidade também não farão apresentações presenciais. O Odeon não deu previsão sobre possível retorno em 2021.

A decisão chega logo após a Secretaria Municipal de Cultura publicar o edital de chamamento para a escolha de uma nova organização social para realizar a gestão do teatro e da Praça das Artes de novembro deste ano a outubro de 2025.

A princípio, o Instituto Odeon estaria à frente do teatro até 2022, mas a Fundação Theatro Municipal decidiu no início deste ano rescindir o contrato, alegando problemas na prestação de contas da entidade, que nega qualquer irregularidade.

Organizações sociais interessadas têm até o dia 1º de outubro para apresentar propostas.

Devolução de ingressos

Quem já havia comprado ingressos poderá receber o dinheiro de volta. Quem fez compras pelo site da Eventim, deve pedir reembolso até o dia 7 de outubro neste link. Para compras feitas na bilheteria e pontos de venda com cartão, o público também deverá procurar a Eventim. Segundo o Odeon, após o prazo estipulado, não haverá mais reembolso e o valor pago será convertido em “voucher” para a compra de ingressos para espetáculos marcadas até doze meses depois da data de encerramento do estado de calamidade pública.

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