Sinfônica Heliópolis abre com Mahler e Ronaldo Miranda temporada ambiciosa

Sinfônica Heliópolis abre com Mahler e Ronaldo Miranda temporada ambiciosa

Orquestra vai apresentar, ao longo do ano, mistura balanceada de obras brasileiras, criações do século 20 e pilares do repertório tradicional

João Luiz Sampaio

10 de abril de 2015 | 14h28

sinfonica

A Sinfônica Heliópolis abre amanhã, sábado, a sua temporada 2015. Sob regência de Isaac Karabtchevsky, o grupo vai tocar, a partir das 21 horas na Sala São Paulo, a Nona Sinfonia de Mahler e as Variações Temporais, de Ronaldo Miranda. A Nona faz parte da integral que maestro e orquestras estão realizando, ano a ano, o que tem servido como baliza para medir a evolução do conjunto. Mas é preciso também chamar atenção para a peça de Ronaldo Miranda. É uma peça curta, mas símbolo da abertura do grupo à nova produção brasileira. É uma das marcas dessa que me parece ser, pela combinação entre obras brasileiras, pilares do repertório e criações do século 20, uma da mais ambiciosas temporadas do grupo.

No segundo concerto, em maio, a orquestra toca Caetê Jurerê, de Villani-Côrtes; o Concerto Gregoriano para violino e orquestra, de Respighi (com solos de Domenico Nordio), e a Sinfonia nº 6 de Dvorak. Já em junho, uma obra ainda a ser anunciada de Almeida Prado, o Concerto Itálico para quarteto de violões, de Leo Brouwer (com o Quaternaglia); e Petrushka, de Stravinski. Em julho, a Abertura Brasil 2012 de Dmtri Cervo, o Concerto Triplo de Beethoven e a Sinfonia nº 2 de Brahms.

Em agosto, assume o pódio o maestro Edilson Venturelli, que rege a estreia mundial da Suíte nº 2 da ópera Tibicuera, de Sergio Vasconcellos Correa; o Concerto nº 2 de Chopin (com o pianista Ricardo Castro), e a Sinfonia nº 4 de Schumann. Karabtchevsky volta em outubro para reger, com participação da Banda Mantiqueira, o Contraponto, Ponte e Ponteio, de André Mehmari. Em novembro, o Concerto para dois pianos e orquestra de cordas de Radamés Gnattali, dois concertos de Mozart e o Concerto para 4 pianos de Bach, com os pianistas Gilberto Tinetti, Eudóxia de Barros, Lilian Barreto e Paulo Gori. O encerramento do ano será com a Sinfonia nº 3 Kaddish, de Leonard Bernstein, uma das grandes obras corais do século 20.

A Sinfônica Heliópolis já conquistou um espaço próprio na cena musical de São Paulo e do Brasil. E será interessante acompanhar de perto os desafios deste novo ano, que parece promissor.

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