Ópera no Brasil em 2011: um esboço de temporada

João Luiz Sampaio

09 de março de 2011 | 11h08

Nada ainda é oficial.
Mas já é possível fazer um panorama do que será a ópera no Brasil em 2011 – sempre levando em conta o fantasma dos cancelamentos, que não deixa de rondar nossas temporadas.

Teatro São Pedro:O São Pedro deve sair na frente e abrir o ano da ópera no Brasil já no final de março, com “Carmen”, de Bizet. Outros títulos estão previstos e o teatro deve manter a média de espetáculos dos últimos anos, em que conseguiu manter programação regular, coisa rara em tempos recentes Brasil afora.
Teatro Municipal de São Paulo:O “clima de positividade” no Teatro Municipal ainda não se traduziu em programação – e ainda não se sabe com certeza o que teremos a chance de assistir no ano do centenário da casa: os boatos são os mesmos do final do ano, com promessas de uma “Valquíria”, regida por Luiz Fernando Malheiro, e um “Rigoletto”, sob a batuta do novo diretor da casa, o maestro Abel Rocha. As produções são dadas como certas, ambas para o segundo semestre. Nos últimos dias, porém, surgiu também a possibilidade de que a montagem mineira de “A Menina das Nuvens”, de Villa-Lobos, também seja apresentada.
Festival Amazonas de Ópera: Nada ainda foi confirmado, mas já se fala muito em um “Tristão e Isolda”, de Wagner, comandado por Luiz Malheiro e com a soprano Eliane Coelho como Isolda, que tem tudo para ser um dos destaques do ano. Há também comentários sobre uma montagem do “Diálogo das Carmelitas”, de Poulenc.
Teatro Municipal do Rio de Janeiro: No Rio, foram anunciados quatro títulos. O primeiro, “Lucia di Lammermoor”, de Donizetti, para maio, com regência de Silvio Viegas; em seguida, em julho, Nabucco, dirigido por André Heller, parceria com o Palácio das Artes de Belo Horizonte que, por sua vez, ainda não anunciou temporada de óperas. Em setembro, Roberto Minczuk rege e Carla Camuratti dirige uma Tosca, que estava na programação de 2010 mas foi cancelada por falta de verbas; o elenco é interessante, com Sondra Radvanovsky, Thiago Arancan e o experiente Juan Pons. A última ópera do ano será “O Castelo do Barba-Azul”, montagem mineira que já viajou para São Paulo e agora chega ao Rio, que nos últimos anos teve cancelamentos consideráveis ao longo da temporada.

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