Ô fase…

Ô fase…

João Luiz Sampaio

23 de março de 2011 | 16h21

Placido Domingo durante coletiva em Buenos Aires/EFE

Não é só por aqui que o tempo fechou na vida das orquestras sinfônicas. No Teatro Colón, em Buenos Aires, a situação anda complicada. Depois da longa reforma, marcada por atrasos sucessivos, a orquestra do teatro entrou em greve, pedindo salários melhores, situação que se arrasta há meses. No final de janeiro, parecia que uma solução estava próxima – o teatro anunciou uma temporada ambiciosa, que faria valer a pena incursões pela capital argentina. Entre os destaques, “Le Grand Macabre”, de Gyorgy Ligeti, em produção da trupe catalã Fura dels Baus; e um “Lohengrin”, de Wagner, chance de rever o excelente trabalho do maestro Ira Levin. A abertura seria na semana que vem, mas a greve não terminou; “Le Grand Macabre” será apresentado com piano, em forma de “ensaio aberto”. Nem mesmo o tenor Plácido Domingo escapou do problema. O concerto que faria hoje no Colón quase não aconteceu por conta da recusa dos músicos. Depois de muita negociação, uma orquestra foi formada e a apresentação, transferida para a Avenida Nove de Julho. A chuva que cai na capital argentina, no entanto, fez com que os organizadores adiassem o concerto para amanhã. Será que vai ou falta acontecer alguma coisa? Ô fase…

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