O caso OSB: Minczuk defende audições e vê momento “positivo”

João Luiz Sampaio

13 de março de 2011 | 00h18

O maestro Roberto Minczuk, diretor artístico e regente titular da Sinfônica Brasileira, garantiu em entrevista na noite de quinta-feira que as audições pelas quais devem passar os músicos da orquestra não vão acarretar em demissões. Segundo ele, as provas seriam apenas uma maneira de oferecer aos artistas um “feedback” sobre seus trabalhos, tendo como objetivo “atingir um nível artístico cada vez maior”. Na entrevista ao Estado, o maestro, que ainda não havia se pronunciado pessoalmente sobre a polêmica, insistiu que o processo de reavaliação é natural no momento em que a Fundação OSB se propõe a aumentar salários e oferecer novas condições de trabalho, “tendo como objetivo a busca por um repertório mais amplo, contratos de gravação e turnês” que vão exigir, acredita, maior comprometimento dos músicos e uma nova rotina de trabalho. Minczuk diz ainda acreditar que há um caráter positivo nesse momento da vida da OSB. Leia a íntegra da entrevista.

P.S.: Na guerra virtual que se estabeleceu no caso OSB, novas cartas tem sido divulgadas na internet; defendendo os músicos, e resumindo o ponto de vista dos artistas que se recusam a fazer as audições, está o texto do violoncelista David Chew; do outro lado da polêmica, o maestro Kurt Masur, que volta ao Brasil este ano para um festival Beethoven com a OSB, enviou ao blog de Norman Lebrecht sua opinião sobre a necessidade das audições; e, no site da revista Concerto, artigo de Nelson Kunze sobre o tema.

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