Moleque prodígio

João Luiz Sampaio

04 de agosto de 2009 | 14h07

Ouvi no YouTube hoje trechos das peças inéditas de Mozart divulgadas no domingo pela Fundação Mozarteum de Salzburgo. Não tive acesso a tudo, mas, pelo que ouvi, assino embaixo dos comentários do presidente do Mozarteum: não há absolutamente nada de novo no discurso musical das peças, bastante pueris – claro, o moleque tinha apenas oito anos de idade! Mas impressiona o virtuosismo exigido do intérprete – e a sonoridade que ele tira do instrumento, possibilitando até mesmo a gente fazer relações musicais com o Beethoven de anos mais tarde. Em resumo, não acho que as peças ofereçam algo novo ao que já conhecemos de Mozart – o que elas fazem é apenas se somar a um quadro fascinante no qual o compositor segue desafiando nossa compreensão do gênio musical.

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