No Rio, dizendo adeus a Mozart – e uma conversa rápida com Fábio Mechetti

João Luiz Sampaio

08 de junho de 2009 | 00h51

De volta à Folle Journée, voltei no começo da noite à Sala Cecília Meireles para o concerto de encerramento com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, regência de Fábio Mechetti e solos de Arnaldo Cohen. No programa, a Sinfonia Linz e o Concerto para Piano e Orquestra nº 17. Na sexta, acho, falei aqui da expectativa em torno da orquestra e, em especial, do trabalho do maestro, que acaba de ganhar o Prêmio Carlos Gomes e anda sendo cogitado para o cargo de diretor da Osesp. Depois do concerto de ontem, achei melhor esperar e ouvir o de hoje. A orquestra me pareceu muito melhor, as cordas com um brilho diferente, agilidade nas articulações e uma leitura muito interessante de Mechetti para a sinfonia; o concerto também me pareceu mais coeso, orquestra e solista (o excelente Arnaldo Cohen) mais integrados, tudo observado de perto pelo maestro. A impressão foi, enfim, boa. Agora há pouco conversei rapidamente com Mechetti. Ele se disse animado com o trabalho em Minas Gerais, é uma orquestra jovem, tem pouco mais de um ano, mas ele tem gostado muito do resultado que eles vêm obtendo. Ele está de férias da Sinfônica de Jacksonville, nos EUA, da qual é diretor, e vai trabalhar bastante com a filarmônica em julho – além do concerto em Campos do Jordão, tocam um repertório amplo em três concertos em BH, com Villa-Lobos, Duttileux, Beethoven, entre outros autores. É ambicioso, mas ele acha que é assim mesmo que deve ser neste momento em que a orquestra está firmando sua personalidade. Na próxima semana, ele segue para São Paulo, onde rege enfim a Osesp. O programa tem concerto de Hindemith e a “Sinfonia nº5” de Tchaikovski, que ele vai gravar com o grupo ao longo da semana de ensaios e ao vivo, durante as apresentações. O Nepomuceno, que eles gravam para o selo BIS, ficou para o ano que vem. Quando ele chegar a São Paulo, conversamos mais. Sobre a Folle Journée, o Caderno 2 publica amanhã um balanço do que vi por aqui, depois coloco aqui o link.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: