Neschling ganha ação contra Osesp

Neschling ganha ação contra Osesp

João Luiz Sampaio

11 de novembro de 2009 | 15h05

O maestro John Neschling ganhou a ação trabalhista que move contra a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, na qual exige direitos trabalhistas pelos doze anos em que esteve à frente da orquestra como diretor artístico e regente titular, além de uma indenização por danos morais pela maneira como foi demitido. A sentença, proferida pelo juiz Ronald Luís de Oliveira, determina que a Osesp pague R$ 4, 3 milhões a Neschling. “Certamente não era o meu desejo que a minha relação com a Osesp acabasse desta maneira”, disse o maestro. “Mas eu sempre confiei na Justiça e me sinto recompensado. Tudo que eu poderia dizer neste momento está na sentença e eu não tenho mais nada a acrescentar”. A Fundação Osesp, por meio de nota oficial, informou “que confia em seu direito e que recorrerá às instâncias cabíveis.” “A Fundação reafirma que a contratação do maestro John Neschling foi efetuada de forma regular, com seu conhecimento e aprovação, e de acordo com legislação específica que rege a contratação de serviços artísticos”, diz o documento. Sobre a maneira como foi demitido o maestro, a sentença afirma que, apesar de ser direito de qualquer contratante demitir um funcionário, a exposição no site da Osesp de cartas trocadas com o maestro sobre a demissão justificam a indenização por danos morais.

Uma atualização, feita Às 15h10: Adendo à nota da fundação: “A Fundação Osesp, ao contratar o maestro John Neschling sob os auspícios da Lei 11.196, conhecida como Lei do Bem, optou pela forma mais adequada permitida pela legislação atual para casos específicos, como o do maestro, em que claramente não há uma subordinação convencional conforme previsto na CLT. Confiamos que a decisão final venha a reflitir os dispositivos legais mais recentes sobre o tema.”

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