O adeus a Neyde Thomas

O adeus a Neyde Thomas

João Luiz Sampaio

01 de agosto de 2011 | 10h18

Chega de Curitiba a notícia da morte, hoje cedo, da soprano Neyde Thomas. Foi uma das grandes cantoras líricas brasileiras, com carreira de sucesso aqui e lá fora, onde integrou o elenco da Deutsche Oper, em Berlim. Lá, fez, entre tantas outras coisas, uma “Traviata” de sonho regida por Lorin Maazel, da qual há gravações piratas que testemunham o belo timbre, a expressividade da voz e a técnica, da qual também dão testemunho as gerações de alunos que formou ao lado do marido, o barítono Rio Novello. Estive na casa deles em Curitiba há alguns anos, para uma longa conversa, e me impressionou muito o clima familiar, com alunos reunidos em volta da mesa do almoço. À tarde, sentamos para ouvir algumas de suas criações. E nunca me esqueci dos olhos cheios de lágrimas, esboçando um sorriso, enquanto ela ouvia emocionada sua Traviata. Primeiro, Benito Maresca, agora Neyde Thomas. Ano difícil para a ópera brasileira.

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