Minczuk e Neschling em pauta

João Luiz Sampaio

15 de outubro de 2009 | 14h49

Depois de uma longa manhã no aeroporto, cheguei agora ao Rio para participar do seminário de abertura do projeto Ópera na Tela ao lado de importantes diretores de óperas franceses e dos brasileiros João Guilherme Ripper e Ricardo Prado. Tenho que correr, então, post rápido, sobre dois temas que estão na pauta do dia. O primeiro deles: o Festival de Inverno de Campos do Jordão anunciou hoje que o maestro Roberto Minczuk não é mais o diretor artístico do evento – o posto fica agora nas mãos da Escola de Música do Estado de São Paulo. A notícia não chega a surpreender: novidade mesmo é que as brigas políticas de bastidores não tenham impedido Minczuk de continuar como artista convidado em 2010. Ainda Campos: a Osesp passa a ser orquestra residente do evento.

E por falar em política, o nome de John Neschling reapareceu hoje no noticiário. Na verdade, na semana passada, a coluna Direto da Fonte, do Estadão, publicou uma nota sobre um projeto da “envergadura da Osesp”, mas ligado à ópera, sendo preparado pelo Ministério da Cultura. Conversei com algumas pessoas e o que parece é que se trata de um projeto de John Neschling, uma espécie de companhia estatal de ópera, como foco na circulação de montagens. O maestro não confirma nada, diz apenas que trabalha em um projeto que logo será anunciado. Enfim, nos bastidores o que se fala é de um Barbeiro de Sevilha que percorreria quinze cidades do país, custando R$ 15 milhões. A nota dava como certa a realização da iniciativa, mas tanto Ministério da Cultura como Funarte dizem oficialmente não ter ideia do que se trata. De qualquer forma, eu pergunto, ecoando comentários que ouvi de pessoas ligadas às duas instituições: um milhão por cidade não é demais? Enfim, ainda é cedo para conjecturas, o projeto precisa mostrar sua cara primeiro antes de qualquer julgamento, para bem ou para mal. Agora, vou correr. Nos falamos depois.

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