Mahler, profeta para todos os tempos

Mahler, profeta para todos os tempos

João Luiz Sampaio

11 de outubro de 2009 | 15h07

Não deve ter sido fácil viver na época de Gustav Mahler. Em 1908, recluso na cabana à beira do lago de sua propriedade em Toblach, o compositor escrevia a seu amigo Bruno Walter: “Se quero recobrar o controle sobre mim mesmo, preciso me entregar novamente aos horrores da solidão. Perdi toda clareza e tranquilidade. E agora que estou perante o nada, no fim da vida me descubro um iniciante, devendo uma vez mais aprender a caminhar.” Mahler (1860-1911) buscou definir em sua obra um conceito de indivíduo e de relação com o mundo, isso durante a passagem do século 19 para o 20, período de intensas transformações sociais, políticas e no campo das ideias. Pareceu familiar? Talvez não seja por acaso que sua obra, cem anos depois, esteja tão em voga, parada obrigatória na temporada das principais orquestras de todo o mundo, além de constantemente revisitada em gravações. Viver em nossa época, afinal, também não é tarefa das mais fáceis. Continua aqui.

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