A diva e o jazz

A diva e o jazz

João Luiz Sampaio

18 de outubro de 2010 | 13h14

Sim, depois de dois cancelamentos nos últimos anos, a soprano Jessye Norman está enfim no Brasil; e, sim, nada de ópera nos programas dos recitais que ela fará por aqui: no lugar, jazz, spirituals e canções americanas. Se a divisa que separa o popular do erudito é cada vez mais difícil de precisar, não diminuiu a presença de guardas de fronteira raivosos, prontos para enquadrar artistas que se aventuram a fazer a travessia. Com eles, porém, Norman não parece preocupada. “Se uma canção fala ao meu coração, então lembro o que Duke Ellington teria dito: só há dois tipos de música, a boa e a ruim”, diz. Fenômeno do canto lírico internacional a partir dos anos 70, Norman chegou ao Brasil na quarta-feira e foi de São Paulo a Salvador, onde se apresentaria na noite de ontem; terça, canta no Municipal do Rio; na sexta, no Teatro Bradesco, em São Paulo; e, no dia 24, encerra a turnê no Teatro Municipal de Paulínia. Traz com ela o pianista Mark Markham e parte do repertório do novo disco, Roots (Sony). Gravado em Berlim, ele é uma espécie de recapitulação afetiva de sua trajetória – e da música que a influenciou, dos spirituals ao jazz, passando pelo teatro musical americano.

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