Férias, ma non troppo

João Luiz Sampaio

26 de novembro de 2012 | 17h35

BELÉM – O blog e seu autor estão oficialmente de férias, mas a ópera chama e a gente não consegue dizer não…. Ontem, assisti ao “Werher”, de Massenet, no Teatro São Pedro e, hoje cedo, vim para Belém, acompanhar a segunda récita de “Salomé”, de Strauss, no Teatro da Paz. Volto correndo na madrugada, a tempo de ver ainda amanhã “Macbeth”, de Verdi, montagem de Bob Wilson para o Municipal de São Paulo. E aproveito, então, para voltar aqui rapidinho e contar uma ou outra coisa sobre o que andei vendo nos últimos tempos. Passei alguns dias em Nova York, onde, no Metropolitan, vi “A Tempestade”, de Thomas Adès, com direção de Robert Lepage, “Un Ballo in Maschera”, de Verdi, em nova – e fraca – produção (apesar do belo desempenho dos cantores, Dmitri Hvorostovsky e Marcelo Álvarez em especial), e a antiga montagem de Jean Pierre Ponnelle para “La Clemenza di Tito”, de Mozart, na qual o Sesto de Elina Garanca foi uma das experiências vocais mais impressionantes pelas quais já passei. Mas, deixando o Metropolitan de lado um pouco, o que mais me impressionou foram dois concertos com a Philarmonia Orchestra regida por Esa Pekka Salonen, tanto pela qualidade como pela musical como pela proposta conceitual: num dia, a “Nona” de Mahler; no outro, versão em concerto de “Wozzeck”, de Alban Berg. Enfim, alguns desses espetáculos vão virar matéria para o jornal e, nos próximos dias, vou postando aqui os textos. Assim como vou fazer com o belo “Werther” do São Pedro. E, claro, com a “Salomé” – quem já viu garante que a produção marca um salto de qualidade na trajetória do Festival do Teatro da Paz. Estou curioso.

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