Fabio Luisi é o novo regente titular do Metropolitan Opera House; Levine segue como diretor artístico

João Luiz Sampaio

06 de setembro de 2011 | 17h35

Os americanos não gostam de pensar muito no assunto, mas parece estar cada vez mais próximo o dia em que será preciso encontrar um substituto para James Levine à frente do Metropolitan Opera House, de Nova York. O maestro já havia cancelado uma série de apresentações por conta de problemas na coluna e, na semana passada, após sofrer uma queda, precisou passar por uma cirurgia, o que o levou a cancelar os ensaios da nova temporada, que começa em setembro, e cancelar sua presença no pódio nas montagens de “Siegfried” e “Don Giovanni”. O italiano Fabio Luisi assume as duas óperas. E, mais do que isso, acaba de ser nomeado novo regente titular do Metropolitan. Levine fica como diretor artístico e, uma vez recuperado, deve voltar ocasionalmente como convidado. Mas é fato que, mais cedo ou mais tarde, o Metropolitan vai ter que lidar com sua substituição também da direção artística. É uma tarefa difícil. Primeiro porque, 40 anos depois, a associação entre o maestro e o MET é tão especial que qualquer solução parece insuficiente (escrevi sobre isso aqui no blog há alguns meses). E também porque Luisi, principal candidato ao posto, tem dado entrevistas nas quais diz abertamente não estar interessado na posição de diretor artístico. Suas declarações podem, é claro, ser apenas um sinal de respeito a Levine. Mas, se não forem, não há outro candidato forte à vista. Em tempo: Louis Langree, que está no Brasil para reger a Osesp na Sala São Paulo, e Derrick Inouye também assumem récitas deixadas vagas por Levine.

Leia também: O Fim do Reinado de James Levine?

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: