Essa eu não entendi…

João Luiz Sampaio

11 de maio de 2011 | 19h13

O tenor Plácido Domingo foi convidado a fazer um concerto no Cristo Redentor, no Rio, no começo do segundo semestre, ao que parece em homenagem à beatificação do papa João Paulo II. Cobrou cachê de US$ 500 mil, mais um jato que o trouxesse – e a uma comitiva de 20 pessoas – ao Rio e o levasse de volta para Europa ou Estados Unidos. Aparentemente, os produtores ficaram horrorizados com as exigências – e desde ontem, na internet, jornalistas e leitores tem denunciado o “absurdo” da conduta do tenor espanhol. Bom, fui conversar aqui com o pessoal do pop no Caderno 2. Ao que parece, o U2 cobrou recentemente US$ 7 milhões por show feito no Brasil – com direito a entourage de mais de cem pessoas. E duvido que estrelas como Paul McCartney, que aliás está chegando ao País, cobrem quantias muito menores. Daí, me pergunto: o que há de tão indecente no cachê pedido por Plácido Domingo? Ok, a fama dele não é tão grande quanto a dos colegas do pop, mas ainda assim não estamos falando de um artistas qualquer. De qualquer forma, a coisa não poderia ser mais simples? Ué, o cara cobra o valor dele; se quiserem, paguem; se não quiserem, não paguem. Agora, alguém me explica porque Domingo pedir US$ 500 mil por um concerto é “imoral”, como andam sugerindo por aí?

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