Escola de Música da UFRJ

João Luiz Sampaio

17 Fevereiro 2010 | 15h36

Em junho do ano passado, durante passagem pelo Rio para a cobertura da Folle Journée, escrevi aqui no blog sobre o péssimo estado de conservação da sala Leopoldo Miguez e do histórico prédio da Escola de Música da UFRJ em geral (leia aqui o texto). Voltei hoje à redação e encontrei uma caixa enviada pelo diretor da escola, André Cardoso. Ele me enviou uma longa carta falando do post, das atividades da escola, dos concertos promovidos, da qualidade do corpo docente e das conquistas de alguns dos alunos; no pacote, colocou ainda algumas das publicações da escola, além de discos gravados no âmbito da instiuição. Em nenhum momento questionei a qualidade do ensino na escola, mas foi bom ficar sabendo em detalhes das atividades que eles andam realizando por lá, inclusive com uma pequena temporada de ópera, com quatro títulos por ano. Cardoso não pede nenhuma retratação, mas coloco aqui algumas informações que ele fornece sobre a restauração do prédio. Segundo ele, a verba para as obras foram de R$ 1,5 milhão e foram utilizadas, durante a gestão de sua antecessora, na reforma do telhado, da fachada, na pintura lateral e na restauração interna do salão. Durante as obras, diz ele, uma determinação judicial os obrigou a interromper a reforma porque o Ministério Público achou que o órgão estaria sendo prejudicado – por isso as obras do salão não teriam sido concluídas. “Tal fato explica você ter visto o teto do palco com paredes descascadas e a ausência das poltronas. As poltronas não foram recolocadas, pois não foi feito o piso da plateia”. Em 2008, continua Cardoso, a Petrobras concordou em antecipar a verba para a reforma do órgão (R$ 820 mil) e ele começou a ser desmontado em outubro do ano passado. Com isso, agora em fevereiro deverão ser retomadas as obras (parte elétrica, reforma do palco e do piso da plateia), com recursos do Banco do Brasil (o valor exato não foi informado). Cardoso conta ainda que a “escola não cabe mais nos atuais prédios e se não construirmos um novo prédio de salas nossas atividades acadêmicas não poderão se expandir”.