Diário (musical) de Londres – 2 / O primeiro concerto

João Luiz Sampaio

16 de agosto de 2012 | 11h25

A Osesp fez ontem no Royal Albert Hall, dentro da programação do Proms, o primeiro concerto de sua turnê europeia. Abriu a noite com a “Sinfonia Novo Mundo”, de Dvorak; e, depois do intervalo, tocou a “Fanfarra para um Homem Comum”, de Coplando; a “Fanfarra para uma Mulher Incomum”, de Jean Tower; o “Momoprecoce”, de Villa-Lobos; e “Estância”, de Ginastera. O Dvorak foi um pouco irregular. A leitura de Marin Alsop se preocupa em voltar ao original e limpar a música de quaisquer excessos na interpretação. Isso, porém, expõe a orquestra, em especial nos momentos em que a maestrina opta por andamentos mais lentos – e evidencia problemas de clareza e equilíbrio entre os naipes, além de falhas pontuais, em especial na seção de metais. Na segunda parte, o desempenho foi mais interessante e coeso. A interpretação do Momoprecoce cresceu bastante com relação às apresentações em São Paulo, há cerca de um mês. Nelson Freire estava em noite especial, acompanhado de perto por Alsop, criou habilmente os coloridos exigidos por cada um dos quadros criados por Villa-Lobos, da brejeirice da “Manha de Pierrete” ao samba da “Folia do Bloco Infantil”. Estância, com sua dança final, abriu caminho para um encerramento apoteótico, embalado, no bis, pelo Frevo de Edu Lobo.

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