Diário de Salzburg: uma conversa com Wolfgang Rihm

João Luiz Sampaio

23 de agosto de 2010 | 09h24

O compositor alemäo Wolfgang Rihm/Divulgacao

O compositor alemäo Wolfgang Rihm/Divulgacao

Tive uma longa conversa hoje pela manha com o compositor alemao Wolfgang Rihm (desculpem a falta de acento mas estou no media center, onde os computadores tem uma logica toda própria e näo acho todos os sinais). Às vésperas de completar 60 anos, ele é cada vez mais figura relevante no cenário internacional, recebendo encomendas de obras de grandes orquestras americanas e européias – para se ter uma ideia, aqui em Salzburg ele näo apenas estreou sua nova ópera, Dyonisio, como teve programacao especial dedicada à sua producao sinfonica em dez concertos da Filarmonica de Viena. A conversa foi agradável e falamos longamente sobre o estado atual da composicäo, seu processo criativo, os desafios de se escrever hoje uma ópera, o fascínio pela obra em prosa de Nietzche (“é aqui e näo na poesia que ele se revela um grande poeta”). O mais interessante, porém, foi o papo sobre a necessidade de equilíbrio entre o caos e a disciplina, na vida e na criacäo – e sobre como o artista näo pode se considerar acima da obra que cria. Näo entro em mais detalhes para reservar algo para a matéria do Caderno 2. Daqui a pouco vou conversar com mr. Netrebko, Erwin Shrott, que vi fazendo Leporello ontem aqui no Don Giovanni. E, mais tarde, mrs. Netrebko canta Romeu e Julieta, ao lado do tenor Piotr Beczala, a mesma dupla daquela Lucia do Metropolitan exibida nos cinemas. Depois falamos mais.

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