Diário de Salzburg: um encontro com Bernard Haitink

João Luiz Sampaio

26 de agosto de 2010 | 14h05

Acabei de falar com Bernard Haitink. Falamos de Mahler, Bruckner, da juventude dele – assistindo em Salzburg concertos de Furtwangler com a Filarmonica de Viena, que ele rege amanha aqui, com a Quinta de Bruckner. Sobre Mahler, interessante – ele, que foi um dos primeiros a abrir espaco para sua música, acha que suas sinfonias säo tocadas demais nos dias de hoje, sendo pervertidas em suas mensagens. Contou que recebeu tres convites para fazer integrais do compositor ao longo destes anos comemorativos, mas recusou. Em troca, se ofereceu para integrais sinfonicas de Beethoven. Acabou de terminar uma com a Sinfonica de Chicago, da qual foi diretor até dois meses atrás. “Está tudo ali, humano em todas as suas possibilidades”. Depois conto mais, agora vou correr para ver a Orquestra Jovem Gustav Mahler tocando Brahms, com Hillary Hahn de solista, e Hindemith, Mathis der Maler. Regencia de Herbert Blomstedt.

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