Diário de Salzburg: como se fosse a primeira vez

Diário de Salzburg: como se fosse a primeira vez

João Luiz Sampaio

27 de agosto de 2010 | 10h25

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O tempo mudou aqui em Salzburg e desde o começo da tarde cai uma chuva que não para. A previsão é de mais frio e chuva nos próximos dias – e um pouco de neve nas montanhas. Hoje pela manhã estive no Grosses Festpielhaus para o concerto da Filarmônica de Viena com Bernard Haitink. Quinta de Bruckner. Foi como se ouvisse a peça pela primeira vez de novo. O frescor, o senso de arquitetura da leitura do maestro me deixaram arrepiado. Além, claro, da cena depois do concerto. Uma ovação de mais dez minutos, com os músicos da filarmônica aplaudindo e se recusando a levantar, para que o maestro pudesse receber sozinho os aplausos. Para mim, foi com certeza um dos momentos mais emocionantes do festival até agora. Mais tarde Mariss Janssons rege a Concertgebouw de Amsterdã – Canções de Dança e Morte de Mussorgsky, com o baixo Ferruccio Furlanetto, e O Pássaro de Fogo, de Stravinsky.

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Alguns números de balanço do festival, divulgados hoje pela manhã em uma coletiva de imprensa:

Público total de 249.730 em 192 apresentações e em ensaios abertos
Visitantes de 72 países;
Verba obtida com venda de ingressos: 24, 5 milhões de euros
Dinheiro arrecadado em concerto extra em prol das vítimas das inundações no Paquistão: 300 mil euros;
3.500 ingressos vendidos a jovens por 10% a 15% do preço total;
Lotação média: 95%.

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