Diário da Coreia, direto de Belo Horizonte

Diário da Coreia, direto de Belo Horizonte

João Luiz Sampaio

24 de outubro de 2009 | 19h02

Trinta e seis horas depois, estou de volta ao Brasil. A matéria do Caderno 2 sobre as apresentações da Sinfônica de Brasília em Seul já foi publicada e você pode ler o texto aqui. Na correria por lá, ficou faltando dizer muita coisa. No último dia, antes de pegar o voo de volta, tive tempo de passear um pouco pela cidade. Seul é extremamente moderna, mas tem uma personalidade própria, talvez pelo contraste entre os grandes edifícios e os palácios centenários. Visitei um deles, Gyeongbokgung, e fiquei impressionado. Há algo na arquitetura simples, sem ostentação óbvia, na riqueza de detalhes, nas cores, nas pinturas, nas formas improváveis que os telhados das várias construções acabam criando – tudo é tão ordenado e, ainda assim, são caóticas essas formas, essas justaposições de paisagens. Enfim, só sei que estar ali sentado por um tempo, observando aquela paisagem, às aguas do pequeno lago, é como se você fosse jogado (ou colocado gentilmente) no centro de uma concepção de tempo e espaço completamente diferente da que estamos acostumados.

Mas, de volta à correria. Cheguei hoje ao meio-dia em São Paulo e já peguei um voo para Belo Horizonte, onde assisto daqui a pouco Erwartung, de Schoenberg, com Eliane Coelho e regência de Abel Rocha à frente da Filarmônica de Minas Gerais. Não vejo a hora. Sou fascinando por esse monólogo em que texto e música recriam no palco os labirintos do inconsciente de uma mulher que espera em meio à floresta por seu amante. Mas acho que é o tipo de criação que funciona melhor no palco do que no iPod… Depois conto o que achei. Por enquanto, fiquem com um trechinho de uma montagem gravada na Holanda.

[kml_flashembed movie=”http://www.youtube.com/v/iYHHXY2lhe4″ width=”425″ height=”344″ wmode=”transparent” /]

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: