Diário da Coreia (3): haegum, geomungo, gayageum e a melancolia de uma paisagem

João Luiz Sampaio

20 de outubro de 2009 | 03h05

Assisti hoje pela manhã um concerto de uma orquestra tradicional coreana. Pense em uma orquestra sinfônica, mas substitua os instrumentos ocidentais por coreanos – o haegum, espécie de violino vertical com duas cordas; o geomungo, o equivalente ao contrabaixo; o gayageum, espécie de violoncelo, e por aí vai. Na tradução (ou falta dela), perdi o nome das peças coreanas, mas fiquei impressionado com a sonoridade melancólica, que evoca uma tristeza suave de cortar o coração em alguns momentos, parecendo nos transportar para uma paisagem bucólica, um pequeno riacho em meio às montanhas. Ok, já estou viajando, mas me dêem um desconto pelas horas sem dormir….Mas curioso mesmo, enfim, foi ouvi-los tocar Mozart e Shostakovich em transcrições muito bonitas. Depois do concerto, os músicos da Sinfônica de Brasília subiram ao palco, onde foram apresentados aos instrumentos e, claro, arriscaram algumas notas. Teve de “Asa Branca” a Michael Collina, compositor que eles apresentam hoje à noite no primeiro concerto da turnê. Um detalhe curioso: o maestro do grupo estará hoje à noite no Teatro Nacional – sobre o qual falo mais tarde, um espaço incrível – para assistir ao concerto; mais: foi pautado por um jornal local para fazer a crítica da apresentação. Agora, vou para o ensaio.

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