Contemporâneos

João Luiz Sampaio

10 de julho de 2012 | 10h48

Na semana passada, assisti a “Cassandre”, de Michael Jarrel, na Sala São Paulo, parte da temporada da Sociedade de Cultura Artística. Difícil dizer o que mais impressionou: a música do compositor suíço, que cria uma espécie de monodrama a partir do livro da feminista; o desempenho dos músicos do Ensemble Intercontemporain; ou a atuação da atriz/narradora Marthe Keller, de senso de medida impressionante na recriação das atmosferas de um texto palavroso e difícil. Na verdade, o impressionantre seja mesmo como todos esses elementos dialogam, fazendo do espetáculo um dos mais equilibrados dos últimos tempos no que diz respeito a nossas temporadas internacionais. Só um pequeno parênteses: existe coisa mais ultrapassada do que levantar no meio e ir embora durante um concerto de música contemporânea? Sério que nossa tolerância com a novidade é tão gigantesca a ponto de nos tornar incapazes de ficar sentado na plateia por meros 50 minutos? Enfim, com algum atraso, dou o link aqui para duas visões sobre “Cassandre”: a crítica de João Marcos Coelho no Caderno 2 e a de Leonardo Martinelli no site da revista Concerto. Em tempo: Martinelli também acompanhou, no fim de semana, mais uma estreia da Osesp, em discutível fase crossover no que diz respeito a suas encomendas de obras – o Concerto para Violoncelo Elétrico e Orquestra de Enrico Chapella. Você lê a crítica dele aqui.

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