Caso OSB: após cinco horas de reunião, músicos e fundação chegam a esboço de acordo

João Luiz Sampaio

08 Abril 2011 | 22h50

Após quase cinco horas de reunião, representantes da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira e dos 40 músicos ameaçados de demissão por terem se recusado a participar das provas de avaliação realizadas em março dizem ter chegado a uma proposta comum para resolver o impasse instaurado na orquestra. Por meio da assessoria de imprensa da Fundação OSB, representantes do conselho disseram agora há pouco que a reunião foi “bastante proveitosa”. O presidente da associação dos músicos da orquestra, Luzer David, em entrevista concedida agora ao Estado, informou que surgiu de modo concreto a possibilidade de “revisão” nas demissões. “Isso se daria a partir de uma pauta que agora precisa ser discutida entre os músicos e também entre os membros do conselho da fundação. Ainda não chegamos a um consenso e combinamos não divulgar detalhes do acordo. Mas o importante para nós é perceber a possibilidade de que as demissões sejam revistas e não aconteçam.” Segundo apurou o Estado, os músicos passariam por uma prova, mas os critérios de avaliação seriam definidos em conjunto com a fundação. A reunião, convocada pessoalmente pelo presidente da fundação, Eleazar de Carvalho Filho, começou pouco depois das 18 horas e terminou depois das 22h30. Na sequência, os músicos seguiram para o sindicato que representa os artistas para discutir, em uma primeira assembleia, a proposta da fundação; uma nova reunião também já estaria marcada para a manhã de segunda-feira, quando os artistas devem definir se aceitam ou não as condições do novo acordo. Segundo a fundação, a esperança é de que na própria segunda uma decisão conjunta seja divulgada, pondo fim a uma polêmica que já dura três meses.