Candidato(s)

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João Luiz Sampaio

22 de maio de 2009 | 13h45

Não é novidade que desde o início do ano os maestros convidados que se revezam à frente da Osesp estão sendo avaliados por músicos, críticos e público, tendo em vista a substituição do maestro John Neschling no posto de diretor artístico e regente-titular da orquestra. Pois bem, é verdade que o ano está só começando; e que escolhas como essa nem sempre seguem apenas critérios artísticos. Mas acho que já dá para lançar, entre todos os nomes que já trabalharam com a orquestra, um primeiro candidato de peso: o maestro austríaco Claus Peter Flor. Ele está regendo a Osesp há três semanas: na primeira, programa Schoenberg/Mendelssohn; na segunda, Haydn; e, agora, Brahms e Suk. Música moderna, música clássica, música romântica – Flor tem mostrado excelente desenvoltura em todos os repertórios. Seu Haydn transformou a sonoridade da Osesp, incorporando o que de mais importante há nas lições da interpretação historicamente informada com as possibilidades expressivas de uma sinfônica tradicional. No Brahms apresentado ontem, o “Concerto para Piano e Orquestra nº1”, com solos de Arnaldo Cohen, seu cuidado com as dinâmicas e articulações resultaram numa interpretação que fez a Osesp soar de acordo com todas as suas possibilidades – e o mesmo vale para o Suk, peça de composição complicada, de difícil equilíbrio entre os naipes. Semana que vem, Yan Pascal Tortelier, regente-titular da Osesp e candidato automático ao cargo, está de volta com programa Ravel/Duttileux/Berlioz. Após o trauma da demissão de Neschling, esse está se revelando um momento empolgante da história da orquestra.

Peter Flor? Tortelier? Em quem vocês votam?

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