Briga – e uma Violetta – na plateia…

João Luiz Sampaio

12 de março de 2012 | 13h00

A Filarmônica de Nova York foi notícia há alguns meses por conta de um toque de celular que fez o maestro Alan Gilbert interromper um concerto e dar um esporro no dono do aparelho. Agora, é a vez da Sinfônica de Chicago chamar a atenção da imprensa por assuntos, digamos, extramusicais. Na última quinta, o maestro Riccardo Muti regia a “Sinfonia nº 2” de Brahms quando começou um quebra-pau na plateia – dois assinantes da orquestra saíram no tapa por conta de algum problema relacionado aos assentos. Muti olhou feio, mas continuou com o concerto. E a polícia foi chamada para averiguar o caso. Que tal? Sobre interrupções durante espetáculos, uma de minhas histórias preferidas aconteceu no Municipal do Rio. Durante uma récita de “Traviata”, uma senhora começou a cantar junto a ária do primeiro ato. Pedimos a ela que ficasse em silêncio, mas a resposta nos desconcertou: “Não sejam mal educados, parem de me interromper durante minha ária”, disse ela, os olhos cheios de lágrimas. Pensando agora, prefiro a interrupção dela do que a dos brigões… Nada mais trágico, cômico – e humano.

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