Breve interrupção

João Luiz Sampaio

12 de fevereiro de 2011 | 00h48

Estou de férias, curtindo a programação de Nova York, mas não resito a falar uma ou outra coisa sobre o que anda acontecendo no cenário musical de São Paulo: a saída do maestro Alex Klein da direção artística do Teatro Municipal e a chegada da maestrina Marin Alsop ao posto de regente titular da Osesp. Sobre o Municipal, posto em seguida, o assunto é delicado e estou aos poucos me interando do que se passa. Quanto à Osesp, a vinda de Marin Alsop é de cara auspiciosa. Com um bom currículo, tem uma atividade equilibrada, entre os pilares do repertório e a música do século 20; aluna de Leonard Bernstein, tem como uma de suas preocupações principais a comunicação com as plateias e, em Baltimore, parece ter conseguido aproximar a sinfônica local da comunidade. Basta saber se terá tempo e disponibilidade para fazer o mesmo por aqui. Da última vez que falamos, o diretor artístico Artur Nestrovski garantiu que isso seria condição fundamental para a contratação de um novo regente. Agora resta esperar e cobrar. O anúncio oficial, ao que parece, será feito amanhã, sábado, em uma coletiva da direção do conselho da fundação – e, então, teremos mais detalhes. Tortelier, pelo que se fala, será algo como um regente emérito. Tendo em vista a relação dele com a orquestra, talvez seja um pouco de exagero. Mas, enfim, a Osesp abandona o limbo e começa a desenhar novos passos de sua história. Estava mais do que na hora.

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