Assinantes x Osesp

João Luiz Sampaio

01 de novembro de 2009 | 19h52

Nos últimos dias uma enchurrada de cartas têm invadido a redação do jornal com reclamações sobre as assinaturas da Osesp. Há algumas questões. Em primeiro lugar, o aumento nos preços dos ingressos, na casa dos 20% (nos últimos dois anos, o aumento foi de 45% acima da inflação); segundo, o aumento da taxa de serviço cobrada sobre cada série de assinaturas, que sofreu reajuste de 24% – e faz com que a compra avulsa saia, em alguns casos, mais em conta do que fazer a assinatura; terceiro: uma espécie de controle de frequência será instituído – e quem tiver mais presença nos concertos terá privilégios na hora de renovar a assinatura para 2011. A Fundação Osesp, em nota oficial, justifica o valor mais alto explicando que o assinante tem benefícios que os compradores avulsos não tem; e diz que o controle de frequência seria apenas um estímulo à liberação de ingressos por assinantes que eventualmente não possam comparecer a determinada apresentação – o que, explicam, teria como objetivo aumentar o acesso à sala, dentro do contexto público da orquestra. As respostas, no entanto, não convenceram boa parte dos assinantes e o debate continua pela internet. O aumento é abusivo ou os serviços prestados o justificam? O assinante, por ser público cativo da orquestra, deveria pagar menos? A frequência nos concertos deveria ser critério na hora da renovação de assinaturas? Cartas ao blog.

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