Ano novo, ideias novas

João Luiz Sampaio

31 de dezembro de 2012 | 15h15

O ano novo começou cedo. Antes mesmo do Natal, nossos olhos e ouvidos já se voltavam ao que vem por aí. Justo, afinal não faltam motivos para expectativas. O que acontecerá no Teatro Municipal de São Paulo? John Neschling estará de volta à cena musical brasileira? E o Rio, vai acordar do pesadelo da temporada passada? Que consequência poderá ter a crise de relacionamento entre diretor artístico e músicos na Osesp?

O blog estará de olho em tudo isso. Mas, se é para pensar em uma mensagem de ano novo, por que não imaginar um mundo musical que, sem ignorar suas questões internas, olhe mais para fora, em direção ao público – e à contribuição que pode dar à vida em sociedade? A política é, claro, parte incontornável de um setor muito ligado ao poder estatal. Mas se resumir a ela é redutor. E, enquanto isso, perdemos a chance de assumir um desafio amplo e estimulante em época de transformações tão rápidas: como devolver à ópera e aos clássicos a relevância que, sabemos e acreditamos, eles podem ter no debate cultural?

Passado e futuro, de certa forma, existem apenas como projeções de um presente que busca, a todo instante, uma noção de identidade. Nesse sentido, não falta tradição – e muito menos novas possibilidades – para se pensar em um cenário musical mais rico, aberto e dinâmico.

A gente se fala em 2013!

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