Ah… o amor romântico!

João Luiz Sampaio

27 de abril de 2009 | 12h59

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Ontem assisti no cinema “La Rondine”, transmitida do Metropolitan Opera House de Nova York. A ópera foi escrita em 1917 por Puccini e conta a história da cortesã Magda, que vive uma vida tranqüila, de luxos, e é invejada por todos. Ela, no entanto, vive à espera daquilo que sentiu apenas uma vez na juventude – o encontro de um grande amor. Bom, ela resolve sair e encontra o jovem Ruggero, em sua primeira noite em Paris. Os dois se esbarram por acaso e, claro, se apaixonam. À primeira vista. De maneira arrebatadora. Outro dia escrevi aqui sobre “Tristão e Isolda”, de Wagner, e sua proposta de quebra do amor romântico. E, depois do século 20, na arte ou na vida, fica cada vez mais difícil embarcar sem ressalvas na viagem de encantamento de um amor como esse. Mas… ouça Puccini. É bonito demais. Que melodia! E o texto?

Ruggero: Bebo ao frescor de seu sorriso; a seu olhar profundo; a seus lábios, que dizem meu nome.
Magda: Meu coração foi conquistado.
Ruggero: Te dei meu coração, minha doce amada.
Magda: Meu sonho tornou-se realidade.

Deliciosamente anacrônico, não?