Nova agência literária Capítulo Oriental vai fazer a ponte entre autores de língua portuguesa e Ásia
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Nova agência literária Capítulo Oriental vai fazer a ponte entre autores de língua portuguesa e Ásia

Com sede em Macau, na China, agência representa mais de 60 autores e é a primeira dedicada a conectar autores brasileiros, e de outros países lusófonos, ao mercado editorial asiático

Guilherme Sobota

07 de março de 2019 | 10h01

Uma nova agência literária para autores de países de língua portuguesa e da Ásia foi lançada oficialmente nesta quinta-feira, 7, em Macau, na China: a Capítulo Oriental.

A agência representa mais de 60 autores de Brasil, Portugal, Macau, China Continental, Hong Kong, Taiwan, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Índia, Filipinas, Tailândia, Singapura, Malásia, Coreia do Sul e Austrália, entre outros.

Os escritores brasileiros representados são Natalia Borges Polesso, Marcelino Freire, Felipe Franco Munhoz, Carol Rodrigues. Segundo a nova empresa, também já existe um acordo firmado com a agência brasileira MTS, de Marianna Teixeira Soares.

O jornalista português Hélder Beja, ex-diretor de programação do Festival Literário de Macau, é o fundador e diretor da agência.

Ruínas de São Paulo, um dos locais mais conhecidos de Macau. Foto: Bobby Yip/Reuters

Segundo um comunicado enviado ao blog nesta quinta, a agência “pretende servir de ponte entre a Ásia e os países de língua portuguesa através do agenciamento de direitos autorais, incentivando traduções, promovendo a participação dos seus autores em festivais e feiras do livro, organizando eventos e publicando antologias multilíngues em Macau”.

As antologias serão publicadas pelo selo editorial da nova casa, que já tem dois projetos a serem publicados: A Humidade dos Dias (em português), de Luís Mesquita de Melo, e Vidro Imaculado, livro trilíngue de poesia (chinês, inglês e português) de Jenny-Lao Phillips. Os dois autores são de Macau.

A Capítulo Oriental também vai oferecer serviços de tradução entre chinês, inglês, português e outros idiomas, consultoria editorial e produção de eventos literários.

Macau, China

Em Macau, o português ainda é língua oficial, pelo menos até 2049, quando se encerra um período de transição que começou em 1999 e o controle do país volta à China (até esse ano, o local teve controle de Portugal).

Hoje, a localidade é uma região administrativa especial, como a vizinha Hong Kong, e tem um governo próprio, autônomo. Em 2002, com a regularização dos jogos, houve um boom econômico, e a comunidade lusófona voltou a crescer e se “recuperou” do êxodo que a desvinculação do governo português havia causado no fim do século 20.

A cidade tem cerca de 620 mil habitantes, mas recebe mais de 30 milhões de turistas por ano.

Entre os dias 15 e 24 de março, se realiza ali a oitava edição do The Script Road, o Festival Literário de Macau.

A Livraria Portuguesa, no centro de Macau. Foto: Eduardo Martins/The Script Road

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