Flip 2019: dicas da programação paralela
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Flip 2019: dicas da programação paralela

Entre as centenas de opções para quem estará em Paraty, há diversas mesas com autores que já estiveram no programa principal da Festa

Guilherme Sobota

09 de julho de 2019 | 16h13

A Flip está chegando novamente a Paraty — é a 17.ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty, cidade recentemente escolhida como patrimônio histórico e cultural pela Unesco. Como falamos ano passado, a programação paralela cresceu e se tornou parte fundamental do acontecimento que a Flip sempre quis ser em Paraty (assim como a abertura do telão e a mudança da Festa para a Praça da Matriz alguns anos antes, medidas que seguem em 2019). A Flip deste ano ocorre de 10 a 14 de julho.

A Flip também lança nesta quarta-feira, 10, seu aplicativo, onde, segundo a organização, os usuários poderão assistir ao vivo às mesas da programação principal da edição de 2019, bem como receber notificações para acompanhar o que está acontecendo por ali.

Barco da Flipei foi, em 2018, grande destaque da programação paralela. Foto: Zedu Moreau/Flip

O homenageado da Flip 2019 é Euclides da Cunha e pode ser interessante acompanhar que tipo de resgate a obra do autor sofrerá nas ruas de Paraty, como aconteceu nos últimos dois anos com Lima Barreto e Hilda Hilst — autores menos políticos do que Euclides, mas que a curadoria de Joselia Aguiar conseguiu “atualizar” de maneira bastante positiva. A curadora da Flip 2019 é a jornalista Fernanda Diamant.

Mas a programação paralela está maior do que nunca e isso é muito bom. Separei, entre as centenas de opções, algumas dicas de mesas e eventos a seguir.

11/7, quinta-feira

13h — Bate-papo com booktubers, com Isa Vichi, Mell Ferraz, Pedro Pacífico e Yuri Al’Hanati. Booktubers discutem o papel dos canais literários na formação e no incentivo pela leitura. (Casa TAG)

14h30 — Bate-papo com o escritor português José Luis Peixoto, o mais jovem vencedor do Prêmio Literário José Saramago. (Sesc — Areal do Pontal)

19h – Mesa “Feminismos negros”. A escritora e artista portuguesa Grada Kilomba discute o movimento feminista a partir do ponto de vista das mulheres negras. Mediação da jornalista Stephanie Borges. (Casa do IMS)

21h00 — Mesa “Aqui tem um bando de louco?: saúde e loucura no país das fake news”, com Christian Dunker, Gustavo Colombini, Natalia Timerman e João da Matta (Barco Flipei)

12/07, sexta-feira

11h –Mesa “Língua portuguesa e cultura moçambicana”, com o poeta finalista do Prêmio Oceanos, Mbate Pedro (Moçambique) e a escritora Isabel Lucas (Portugal). (Edições Sesc)

12h — Josélia Aguiar, diretora da Biblioteca Mário de Andrade, anuncia o Festival Literário Mário de Andrade. (Casa Paratodxs)

13h — Mesa “Trocando em Miúdos”. José Miguel Wisnik fala sobre a obra de Chico Buarque (Casa Paratodxs)

15h — Mesa “Sobre o autoritarismo”. Lilia Schwarcz, professora do departamento de antropologia da USP, debate as raízes do autoritarismo no Brasil, tema do seu novo livro. (Casa do IMS)

17h — Café literário “Narrativas malandras”, com Reinado Moraes e Giovana Madalosso: a malandragem está mais vida do que nunca na literatura brasileira? (Sesc — Unidade Santa Rita)

18h30 — Mesa com Mário Magalhães e Monica Benicio. O autor de Sobre lutas e lágrimas: Uma biografia de 2018 elencou três protagonistas para o ano que passou, entre eles Marielle Franco. Nesta mesa ele conversa com a arquiteta e ativista Monica Benicio, viúva da vereadora. Casa Libre & Sta. Rita de Cássia.

19h — Mesa “Os desafios do jornalismo em tempos de Lava Jato”. Com Glenn Greenwald, Alceu Castilho, Gregorio Duviver e Sergio Amadeu. Mediação: Sabrina Fernandes (Barco Flipei)

23h59 — O artista português Dino d’Santiago, que mistura ritmos tradicionais lusófonos, como a morna e o funaná ao R&B contemporâneo, sobe ao palco da EDP. O músico de origem cabo-verdiana foi o maior vencedor, em 2019, do Play – Prêmios da Música Portuguesa. O show tem participação do músico angolano Kalaf Epalanga. (Praça Aberta, ao pé da ponte do centro de Paraty)

13/7, sábado:

11h — Café literário “Profissão de risco”, com Marcelo D’Salete e Germana Viana: os artistas do cartum e das HQs falam sobre seus trabalhos. (Sesc — Unidade Santa Rita)

11h — O grande romance holandês. Mesa com Daniel Dago, Guilherme Gontijo Flores e Flavio Quintale. Lançamento do Max Havelaar, de Multatuli (ed. Âyiné). (Barco Holandês)

12h —Mesa “Narrativas de ficção e não ficção: similaridades e especificidades na construção de histórias”. Com Ayòbámi Adébáyò (Nigéria), autora de Fique Comigo (Harper Collins), Katja Petrowskaja (Ucrânia), autora de Talvez Esther (Companhia das Letras) e mediação de Adriana Ferreira, editora-executiva da revista Marie Claire. (Casa Libre & Santa Rita de Cassia)

15h — Mesa “Reflexões sobre o cinema brasileiro”. Lançamento do livro Um Pensador do Cinema Brasileiro, sobre a trajetória intelectual de Ismail Xavier. Com Ismail Xavier e o crítico de cinema José Geraldo Couto. (Edições Sesc)

17h — Mesa com Giovana Xavier e Conceição Evaristo. Lançamento do livro Você pode substituir mulheres negras como objeto de estudo por mulheres negras contando sua própria história, coletânea de ensaios sobre feminismo negro, representatividade, maternidade e vida acadêmica. (Casa Poéticas Negras)

17h — Mesa “A descolonização do poder”. Com Erica Malunguinho e Zé Celso. Mediação: Jean Tible. (Barco Flipei)

20h às 21h30 – Apresentação do cantor Chico César. No repertório: frevo, xote, samba, forró e reggae. (Ssec — Unidade Caborê)

22h — Especial: Ellen Oléria canta Chico Buarque. Um pocket-show que celebra o cantor, compositor e escritor Chico Buarque, homenageado da Casa Paratodxs. Participação especial da pianista Paola Lappicy. (Casa Paratodxs)

14/7, domingo

12h — Mesa “Samba e amor”. Conversa com Martinho da Vila, que lança 2018 – Crônicas de um ano atípico, mediada por Paulo Lins. (Casa Paratodoxs)

14h – Café literário “O romance como identidade”, com João Cezar Castro Rocha e Ana Maria Gonçalves. As relações identitárias presentes no romance contemporâneo. (Sesc — Unidade Santa Rita)

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