Análise: Flip acertou nas mudanças em 2017
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Análise: Flip acertou nas mudanças em 2017

Levar a programação principal para a Praça da Matriz gerou, finalmente, a tão falada ocupação do espaço público pela cultura

Guilherme Sobota

31 Julho 2017 | 17h37

Eu e Ubiratan Brasil, editor do Caderno 2, fizemos um balanço em vídeo da 15.ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty. Veja:

(*Um desagravo ao vídeo: falei que talvez não houve nenhuma mesa que será lembrada, mas o depoimento de Diva Guimarães, durante um debate entre Lázaro Ramos e Joana Gorjão Henriques, vai ficar para sempre.)

As mudanças da Flip, várias delas causadas pela redução forçada do orçamento, foram acertadas: mudar o centro da Festa para a Praça da Matriz, ter uma curadoria mais atenta ao autor homenageado (Lima Barreto) e às questões relacionadas ao universo dele e também, sim, à diversidade dos autores.

Público vê a última mesa da Flip, na tarde deste domingo, 30. Foto: Walter Craveiro

Em alguns pontos, o balanço e minhas apostas são:

-> Joselia Aguiar deve continuar como curadora para próxima edição.

-> Acho importante que a próxima curadora (quem quer que seja) mantenha a preocupação em fazer uma Flip tão diversa quanto possível, obviamente sem perder de vista a literatura.

-> Foram três estrelas: Lázaro Ramos, Conceição Evaristo e Dona Diva Guimarães.

-> A acústica da igreja é um problema a ser encarado.

-> O espírito e a retomada verdadeira da obra do homenageado (Lima Barreto, este ano) estão entre os pontos altos dessa edição.

-> Talvez precisemos mesmo de um, pelo menos um, nome internacional gigante.

-> Programação paralela continua, e espero que continue por muitos anos, oferecendo tantas opções quanto possível.