Wi-Fi mata Brasil de susto na final da Imagine Cup

Estadão

10 de agosto de 2006 | 23h00

Depois de rodar a Ínida para cima e para baixo (literalmente), finalmente eu cheguei em Délhi para a final da Imagine Cup. A organização do primeiro dia das finais foi tão confusa e caótica quanto o trânsito indiano. Internet que não funciona direito, gente espalhada por hotéis diferentes, atrasos enormes, fome e cansaço (no meu caso particular). Acontece. O fato é que, mesmo com todos os problemas, ver a apresentação final dos seis finalistas de software design foi uma experiência e tanto. É difícil imaginar que são projetos feitos por estudantes.

A apresentação do Brasil estava perfeita, a melhor das três que eu tinha visto até que uma falha no Wi-Fi fez com que o time não conseguisse mostrar como funcionaria o sistema em que um cego dá um comando de voz para um Pocket PC. Depois do comando, o computador traça uma rota na cidade e começa a guiar a pessoa usando as pulseiras vibratórias. Cinco minutos antes de subir ao palco, tudo funcionava. Os brasileiros se desconcentraram, Ivan, que é o que mais fala no palco, perdeu o rebolado. Mas os brasileiros se recuperaram e, quando demonstraram como o sistemas funciona em ambientes internos, com Carlos guiando Madson pelo palco e o fazendo até descer escadas para parar em frente aos juízes, todo mundo aplaudiu.

Mesmo com os problemas, continuo achando que o projeto brasileiro é o mais legal. Lida de um forma extremamente inovadora e pé-no-chão com um problema real. Mesmo que eles não ganhem a Imagie Cup, tenho certeza de que vamos ver suas pulseiras sendo usadas nas ruas daqui a alguns anos.

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