Taj Mahal, sem Jorge Benjor

Estadão

06 de agosto de 2006 | 13h50

Sim, essa é a foto que todo mundo tira na frente do Taj Mahal. Mas decidi pagar esse mico.

O palácio de mármore construído em Agra por 20 mil pessoas entre os anos de 1631 e 1654 foi encomendado pelo emperador muçulmano Shah Jahan para ser o mausoléu de sua mulher Mumtaz Mahal.

Por mais que se saiba da história e já se tenha visto um montão de fotos, ir ao Taj Mahal e ver de perto sua arquitetura soberba, que combina elementos indianos, turcos, persas e islâmicos – eu adoraria saber exatamente que partes do corão estão escritas pelas paredes – é de tirar o fôlego.

Os detalhes das pedras que compõem os desenhos florais e brilham à luz de uma lanterna (e supostamente à luz da lua também), o jogo de ilusões que esconde sua simetria perfeita, suas abóbodas e as esculturas feitas em placas de mármore indiano são tão escandalosamente lindas que é difícil imaginar que ele tenha sido construído tão rapidamente. É uma oposição gritante às catedrais européias da mesma época duravam centenas de anos para ficar prontas, quando ficavam.

Fora a beleza do Taj Mahal em si, participar do desfile de indianos de diferentes religiões e posições sociais, misturados a estrangeiros de todos os tipos é uma atração à parte.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.