Silver is gold

Estadão

28 de abril de 2008 | 14h02

newport

O pianista Horace Silver sempre teve fama de ser supermeticuloso no estúdio, a isso se atribui o fato de ele ter tão poucos discos ao vivo em sua discografia. Daí a importância do lançamento de Live at Newport ’58 (que, aleluia, sai também no Brasil, pela EMI). O álbum resgata uma gravação perdida da noite em que o pianista fechou um dos festivais de jazz mais importantes do mundo. Em 1958, Silver já tinha lançado alguns de seus discos mais famosos como líder e tinha deixado os Jazz Messengers para Art Blakey. Aqui, ele mostra um set de 40 minutos (o normal em Newport eram sets de 20 min) com quatro músicas: ‘Cool Eyes’ , ‘Trippin’, ‘The Outlaw’ e, talvez sua faixa mais conhecida na época, ‘Señor Blues”, que tempera o hard bob de Silver com indefectível acento latino. Outra raridade ligada a esse disco: o quinteto tem duas estrelas que tiveram breve passagem ao lado do pianista: o trompetista Louis Smith, que deixou a banda para voltar à vida de professor universitário, e o baterista Louis Hays, trocou Silver por Cannonball Adderley. Mas, nesse show, Hayes está totalemente integrado à banda, e junto com o baixista Gene Taylor, faz uma cozinha dos sonhos. Fazia tempo que um disco de hardbop não ficava tanto tempo girando no meu toca-discos… PS: meu computador sofreu sérias avarias está no estaleiro. Isso e o fechamento da Trip deixaram esse blog errático (perdi, pelo menos temporariamente, todas as novas aquisições musicais) e a produção de podcasts completamente interrompida. Mas assim que ele voltar dos mortos (ou não, como diria Caetano) os posts voltarão a pipocar por aqui.

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