Ships, Danielson

Estadão

21 de julho de 2006 | 23h13

O que impressiona em Ships é como Daniel Smith consegue romper com as estruturas tradicionais da canção, sem destruí-las. Usando uma moldura pop e bebendo no rock psicodélico dos anos 60, ele constrói todas as canções de forma que elas sempre tomem rumos inesperados no meio do caminho. É uma espécie de loucura contida, com momentos de tensão equilibrados por outros de pura felicidade. Nos últimos 10 anos, Smith lançou discos como Danielson Family. Para gravar Ships, ele recrutou primeiro o Deerhoof com banda de apoio, mas, no final, o disco tem a participação de 20 músicos, algums ilustres como o Why?, os membros mais roqueiros do coletivo de hip hop Anticon, e outro mestre nos arranjos inesperados, Sufjan Stevens. Como todo bom disco, Ships se revela aos poucos e, para mim, melhora a cada vez que eu ouço.

Nota: 8,5

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