Rather Ripped, do Sonic Youth

Estadão

26 de julho de 2006 | 17h30

Rather Ripped é o disco mais direto do Sonic Youth desde Sister, de 1987. São diversos os motivos que levaram a isso. Primeiro , a saída de Jim O’Rourke da banda, que fez Kim Gordon voltar ao baixo, abandonando o posto de terceira guitarrista. Depois, o contrato com a Geffen, que está no fim e sem muitas chances de ser renovado. Afinal, mesmo sendo um dos grupos mais importantes dos últimos 20 anos, as vendas do Sonic Youth, do ponto de vista das majors, são apenas regulares e banda quase não toca no rádio. E, por fim, a infinidade de projetos parelelos experimentais que todos os membros do Sonic Yoth têm e que, neste momento, suprem a necessidade de entrar mais profundamente no universo do noise, do free-jazz, da eletrônica de vanguarda. Para quem nunca ouviu Sonic Youth e tem um pé atrás com sons mais densos, o disco tem músicas bastante diretas, como “Do You Believe in Rapture”, “Rats” e “Lights Out”. É bom de ouvir, mas eu gosto bem mais da ousadia e da tensão que O’Rourke, como produtor, imprimiu a NYC Ghosts & Flowers (2000), Murray Street (2002) e Sonic Nurse (2004).

Nota: 7

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