Percussionistas quebram tudo na abertura da Imagine Cup

Estadão

06 de agosto de 2006 | 15h44

Tem dias que as coisas conspiram a favor. Na abertura da Imagine Cup – uma competição de programação entre estudantes do ensino médio e do ensino superior, promovida pela Microsoft, que eu vim cobrir aqui na Índia – foram convidados dois percussionistas maravilhosos para dar um show. Eu nunca tinha ouvido Shivmani nem tampouco Selvegenesh, mas assim que os dois subiram ao palco dava para ver que vinha coisa boa por aí.

O começo foi mais tradicional, com música típica indiana, aqueles ragas que têm improvisação vocal. Aquela coisa tipo tacadina taracotacotata tatá caracotaco tadji, como a Sheila Chandra sabe fazer como ninguém.

Depois o som foi esquentando e outros elementos foram entrando na mistura. Shivmani (esse aí em cima), que pelo que eu entendi, é mais conhecido por aqui, começou a fazer umas levadas de funk que fizeram tremer o auditório.

Selvegenesh (esse sentadinho), que tocava menos instrumentos, mas não com um apetite menor, era o mago da voz e impunha aquele rítmo indiano quebrado, com frases longas e eletrizantes.

No final todo o auditório recebeu instrumentos de percussão e foram quase dez minutos de pura farra. Claro que muita gente atravessava o ritmo. O mesmo aconteceria no Brasil se a bateria da Mangueira distribuísse tamborins e agogôs para gringos do mundo inteiro marcarem um samba. Foi uma desorganização danada,uma balbúrdia deliciosa, catarse pura.

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