O setentão Tom Zé

Estadão

11 de outubro de 2006 | 16h08

Hoje Tom Zé, o tropicalista que não envelhece, faz 70 anos. No Estadão, o Jotabê Medeiros fez uma bela entrevista com o baiano, que você pode ler aqui. Mas a Folha foi além: convidou nove personalidades para fazer perguntas para Tom Zé, entre elas esta do Elifas Andreato que eu reproduzo abaixo:

Elifas Andreato – Para mim, a principal questão a ser feita a Tom Zé é: você se sente ressarcido do calote que lhe deram os tropicalistas?

Tom Zé – No Oriente se diz que quando um amigo seu quer se afogar, você não pode tentar salvá-lo, caso contrário morrem os dois. Isso é algo importantíssimo, e os meninos sabiam disso por intuição. Era interessante se livrar de um complicador como eu, como Caetano disse agora no documentário feito sobre mim. Mas eu não tenho queixa de Gil nem de Caetano. Queixa de quê, meu Deus?

Ninguém pode imaginar a felicidade que eu tive nascendo perto dessas pessoas. Caetano foi quem me trouxe para São Paulo, literalmente, dentro de um avião. Aqui em São Paulo ele me botou trancado dentro de um quarto e tocou o disco “Sgt. Pepper’s” [Beatles] –ele sabe que eu não ouço música– e me traduziu música por música, palavra por palavra. E me levou para ver Zé Celso fazendo o “Rei da Vela”. Ele realmente queria me botar dentro das coisas mais importantes que estavam acontecendo. Uma coisa extremamente carinhosa.

Quem assinar a Folha ou o UOL pode ler a reportagem clicando aqui.

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