O futuro do negócio de música, por Mozine

Estadão

22 de outubro de 2010 | 13h39

mozine_mk.jpgGrandes gravadoras fecharam suas portas.  Essas grandes gravadoras sempre possuíram grandes equipes de especialistas, técnicos, mestres e gurus. E muitos deles não conseguiram enxergar o futuro.  Pra mim, que trabalho sozinho, igual um doido, numa gravadora podre de fundo de quintal que lança bandas de desgraceira, rock podre, hardcore, é bem mais dificil.  Obviamente que tento me ligar em tudo que esta acontecendo mas muitas vezes é dificil conseguir acompanhar e entender a avalanche de tecnologia que nos engole diariamente. São tantas novidades que as vezes`, quando descubro algo novo como Facebook, percebo que tinha gente que já usava há quase um ano.

Eu particularmente estou voltado a tentativa de importações de LPs em vinil, sejam de 7” ou 12”, já que não pretendo me adaptar às tecnologias mais modernas de vendas de fonogramas.  Pretendo levar meu selo numa escala pequena, caseira, na base do do it yourself, hardcore, lançandoLPs em vinil, DVDs e outros produtos que vão se destinar a uma pequena parcela de pessoas, que vocês podem chamar de clientes.  E é com esses poucos mas fiéis clientes que pretendo continuar lançando os produtos, em vinil, DVD e ainda em CD.

Mozine é baixista da banda capixaba de hardcore Mukeka di Rato e toca o Läjä Records, selo que lança além dos discos do Mukeka, sons de gente como Os Pedrero, Dizzy Queen e Muzzarelas.

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